quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Errata no post anterior
O Rafa mesmo me corrigiu. O Return of the space cowboy é, na verdade, o segundo álbum do Jamiroquai. O primeiro é o Emergency on planet Earth. Desculpem! ;)
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Jamiroquai - The return of the space cowboy (1994)
O Jamiroquai é com certeza um dos nomes mais conhecidos do acid jazz. E seu primeiro álbum lançado foi o "The return of the space cowboy", de 1994. É o típico álbum que conseguia emitir uma sensação retrô e de vanguarda ao mesmo tempo. O engraçado é que as duas primeiras imagens que vêm à minha cabeça são uma jaqueta azul da adidas e uma lava lamp. Combina.
O álbum tem apenas um hit, a Space cowboy. não é um álbum notório pela fácil acessibilidade e entendimento de suas músicas, mas por arranjos extremamente de bom gosto por parte de Jay Kay.
Sua primeira música, Just another story, pode ser dividida em algumas partes. A intro é extremamente psicodélica. Já a segunda seção da música tem uma levada de bateria bem rica. Ela e o baixo praticamente conduzem de forma bem sólida, em conjunto com sintetizadores vintage. Sua terceira parte é mais dançante, onde Jay Kay canta a estória da música, enquanto a música vai acelerando lentamente, sendo que, no final, a música entra numa jam bastante afiada. É uma das minhas músicas prediletas.
Já a Stillness in time, a segunda música, tem uma melodia mais cool. Lembra até um pouco de Jorge Ben, na sua época de ouro. A must hear.
Half the man, Light years e Manifest destiny. Para mim, são músicas típicas "Antena 1". Melodias interessantes, mas nada expressivas. Sei lá, talvez eu não tenha entendido qual é a delas (se alguém puder me explicar, agradeço).
The Kids: música para pista de dança! Um belo groove, linha de voz nem tão boa assim, mas o resto da harmonia segura muito bem. tem uma guitarra que entra aos 3:20 da música que faz ela valer totalmente a pena!
Mr. Moon: fraca.
Scam: Melodia à la Motown. De novo, o Jay Kay não é tão expressivo cantando, mas que melodia!
Journey to Arnhemland: pela primeira vez eu quis realmente tocar um didgeridoo (instrumento australiano bastante usado nessa música). Uma música instrumental bastante viajada. Vale a pena!
Morning Glory: (não, não é a do Oasis) bem alternativa. Ela PRECISA de uma lava lamp ligada do seu lado. Também vale a pena.
Space Cowboy: É o hit. Definitivamente, foi a música que levou o Jamiroquai aos ouvidos do mundo. Talvez não o momento mais inspirado do álbum, mas com certeza a música mais pop dele. É bem acessível, de melodias fáceis de se assimilar e, aí sim, uma bela performance do Jay Kay.
Meu statement sobre o álbum: Legal. Historicamente importante para o acid jazz. Uma sonoridade que me agrada demais. Possui seus altos e baixos, mas vale a pena. Mas depende muito do clima em que você está no momento. Para mim, funciona perfeitamente quando eu quero ouvir algo mais intimista, podendo prestar atenção em tudo, viajando nas melodias, etc.
É isso aí! amanhã tem mais! Cheers and good vibes, everyone!
O álbum tem apenas um hit, a Space cowboy. não é um álbum notório pela fácil acessibilidade e entendimento de suas músicas, mas por arranjos extremamente de bom gosto por parte de Jay Kay.
Sua primeira música, Just another story, pode ser dividida em algumas partes. A intro é extremamente psicodélica. Já a segunda seção da música tem uma levada de bateria bem rica. Ela e o baixo praticamente conduzem de forma bem sólida, em conjunto com sintetizadores vintage. Sua terceira parte é mais dançante, onde Jay Kay canta a estória da música, enquanto a música vai acelerando lentamente, sendo que, no final, a música entra numa jam bastante afiada. É uma das minhas músicas prediletas.
Já a Stillness in time, a segunda música, tem uma melodia mais cool. Lembra até um pouco de Jorge Ben, na sua época de ouro. A must hear.
Half the man, Light years e Manifest destiny. Para mim, são músicas típicas "Antena 1". Melodias interessantes, mas nada expressivas. Sei lá, talvez eu não tenha entendido qual é a delas (se alguém puder me explicar, agradeço).
The Kids: música para pista de dança! Um belo groove, linha de voz nem tão boa assim, mas o resto da harmonia segura muito bem. tem uma guitarra que entra aos 3:20 da música que faz ela valer totalmente a pena!
Mr. Moon: fraca.
Scam: Melodia à la Motown. De novo, o Jay Kay não é tão expressivo cantando, mas que melodia!
Journey to Arnhemland: pela primeira vez eu quis realmente tocar um didgeridoo (instrumento australiano bastante usado nessa música). Uma música instrumental bastante viajada. Vale a pena!
Morning Glory: (não, não é a do Oasis) bem alternativa. Ela PRECISA de uma lava lamp ligada do seu lado. Também vale a pena.
Space Cowboy: É o hit. Definitivamente, foi a música que levou o Jamiroquai aos ouvidos do mundo. Talvez não o momento mais inspirado do álbum, mas com certeza a música mais pop dele. É bem acessível, de melodias fáceis de se assimilar e, aí sim, uma bela performance do Jay Kay.
Meu statement sobre o álbum: Legal. Historicamente importante para o acid jazz. Uma sonoridade que me agrada demais. Possui seus altos e baixos, mas vale a pena. Mas depende muito do clima em que você está no momento. Para mim, funciona perfeitamente quando eu quero ouvir algo mais intimista, podendo prestar atenção em tudo, viajando nas melodias, etc.
É isso aí! amanhã tem mais! Cheers and good vibes, everyone!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
U2 - POP (1997)
O Pop, do U2, data de 1997 e é o álbum que, para mim pelo menos, é a tentativa mais ousada do U2 de escrever algo diferente de qualquer coisa que eles já fizeram anteriormente. Ele possui uma aura muito interessante que mistura timbres estridentes com samplers de bateria.
Ao que me parece, eles quiseram caminhar com quem estava "na crista da onda", como por exemplo o Chemical Brothers. Esse duo tem como marca registrada tais características, e influenciava demais a sonoridade européia da época (incluindo também o Oasis nessa).
Colocando o Pop para tocar, de imediato me deparo com um som de guitarra rodando e rodando, como se estivesse circulando rapidamente minha cabeça. Com a entrada da voz de Bono e posteriormente do riff do Edge ressoando como uma paulada, sabia que estava ouvindo o 1o single do álbum: Discothèque. Sensacional.
A 2a e 3a música (Do you feel loved e Mofo, respectivamente) não tem o mesmo apelo comercial, mas são muito boas - mostram para que o álbum veio. Essas duas músicas podem ser facilmente encaixadas dentro de algum repertório de qualquer club londrino de techno do final dos anos 90. Possuem uma batida forte, dançante, são um pouco mais viajadas, enfim...
If god will send his angels... uma música mais introspectiva. Mais calma, pop, mas viajada. Interessante. No fundo, funciona como uma ponte, uma música divisora de águas entre duas das várias seções do álbum.
Staring at the sun, Last night on Earth e Gone compõem a parte mais empolgante do álbum. Melodias de voz fortes, refrões pegajosos, músicas lindas e simples, que me deixam fascinado sempre que ouço. Fantástico. A banda em sincronia. Edge e Bono cantando melhor do que nunca. Adam e Larry arranjando a "cozinha" de forma perfeita, de vanguarda.
Quanto à Miami, The Playboy mansion, If you wear that velvet dress e Please, elas formam uma seção mais experimental-progressiva do Pop. Não é muito fácil de digerir, e facilmente dá para ser confundido com um monte de porcaria. Mas, não se engane, e ouça com atenção e calma. É arte, da boa.
Para finalizar: Wake up dead man. Uma SENHORA música. Soa como uma prece feita por alguém que já perdeu a fé. Soa humano, de coração. É um ótimo final de álbum. Talvez não tenha um som tão de ponta quanto as outras músicas que ditam a sonoridade do álbum, mas mesmo assim, é uma senhora música.
Isso conclui minha review de hoje. Como definir o Pop em três palavras? Ousado, eletrônico, vanguardista. Tudo, menos pop!
Cya!
Ao que me parece, eles quiseram caminhar com quem estava "na crista da onda", como por exemplo o Chemical Brothers. Esse duo tem como marca registrada tais características, e influenciava demais a sonoridade européia da época (incluindo também o Oasis nessa).
Colocando o Pop para tocar, de imediato me deparo com um som de guitarra rodando e rodando, como se estivesse circulando rapidamente minha cabeça. Com a entrada da voz de Bono e posteriormente do riff do Edge ressoando como uma paulada, sabia que estava ouvindo o 1o single do álbum: Discothèque. Sensacional.
A 2a e 3a música (Do you feel loved e Mofo, respectivamente) não tem o mesmo apelo comercial, mas são muito boas - mostram para que o álbum veio. Essas duas músicas podem ser facilmente encaixadas dentro de algum repertório de qualquer club londrino de techno do final dos anos 90. Possuem uma batida forte, dançante, são um pouco mais viajadas, enfim...
If god will send his angels... uma música mais introspectiva. Mais calma, pop, mas viajada. Interessante. No fundo, funciona como uma ponte, uma música divisora de águas entre duas das várias seções do álbum.
Staring at the sun, Last night on Earth e Gone compõem a parte mais empolgante do álbum. Melodias de voz fortes, refrões pegajosos, músicas lindas e simples, que me deixam fascinado sempre que ouço. Fantástico. A banda em sincronia. Edge e Bono cantando melhor do que nunca. Adam e Larry arranjando a "cozinha" de forma perfeita, de vanguarda.
Quanto à Miami, The Playboy mansion, If you wear that velvet dress e Please, elas formam uma seção mais experimental-progressiva do Pop. Não é muito fácil de digerir, e facilmente dá para ser confundido com um monte de porcaria. Mas, não se engane, e ouça com atenção e calma. É arte, da boa.
Para finalizar: Wake up dead man. Uma SENHORA música. Soa como uma prece feita por alguém que já perdeu a fé. Soa humano, de coração. É um ótimo final de álbum. Talvez não tenha um som tão de ponta quanto as outras músicas que ditam a sonoridade do álbum, mas mesmo assim, é uma senhora música.
Isso conclui minha review de hoje. Como definir o Pop em três palavras? Ousado, eletrônico, vanguardista. Tudo, menos pop!
Cya!
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